Série ao Fundo

Do outside para o inside da sua casa

O que é, o que é? Usa peruca e já tirou 10 em Pipeline

“O maior espetáculo da Terra”. É assim que Edinho Leite define o Pipe Masters, etapa que tradicionalmente encerra do circuito mundial e que tem o hábito de imortalizar grandes surfistas.

Para nossos comentaristas, mesmo com o título da WSL já definido, o evento não perderá o brilho e nem será menos disputado. Afinal de contas, surfar em Pipe com mais um ou dois caras na água é uma dádiva que poucos tem o prazer de desfrutar.

Nosso comentarista Renan Rocha já desfrutou. Em 2000, foi semifinalista e tirou a primeira nota 10 de um brasileiro em Pipeline. Questionado sobre os favoritos para este ano, não teve dúvidas em apontar o careca mais vencedor da história.

Por ali, Kelly Slater é sempre um favorito, venceu simplesmente 7 vezes. John John está literalmente em casa. E Adriano de Souza é o primeiro brasileiro a pisar no Hawaii com o status de Pipe Master.

Já Gabriel Medina chega mordido. Entubando como se tivesse nascido ali, foi vice-campeão da etapa nas duas últimas temporadas. E depois de ver seu rival havaiano levantar o caneco em um ano de resultados polêmicos, Medina tem como último alento buscar o troféu que não pode faltar na prateleira de um exímio tube rider como ele.

Pipe é também o clímax da tríplice coroa havaiana, que além de muitos pontos e pomposa premiação, concede muita moral e status a quem nela se destaca. Dominar as ondas da faixa litorânea mais cobiçada do planeta tem uma forte importância simbólica no mundo do surf.