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MARGARET ACABA EM BALI

WSL define que a terceira etapa do Tour, paralisada por tutus, terminará na Indo

Por Edinho Leite

Suspeitei desde o início. A WSL confirmou na Quinta-feira, 10 de maio de 2018, que o Margaret River Pro, terceira etapa de 2018, cancelado por conta da alta atividade de tubarões na região da Austrália Ocidental, será concluído.

Pensei que seria já no Brasil, mas não. A onda de classe mundial de Uluwatu, na ilha de Bali, na Indonésia, será o palco da conclusão do evento quase abortado. O restante da etapa acontecerá dentro de 48 horas após o Corona Bali Pro, em Keramas, e terminará no máximo em 13 de junho de 2018.

"O cancelamento do Margaret River Pro foi devido a circunstâncias únicas nesta temporada e estamos ansiosos para retornar à Austrália Ocidental em 2019", disse Sophie Goldschmidt, CEO da WSL, concluindo: "Após consultar o Surfing West Australia sobre a conclusão do evento em 2018, sentimos que a atividade de tubarões que provocou o cancelamento do evento não melhorou significativamente e que o retorno não era do interesse dos surfistas nesta temporada. Nós exploramos várias alternativas antes de decidir por investir na conclusão do evento em Uluwatu, em Bali."

Uluwatu, Bali - Indonésia

INTERESSANTE, DE VÁRIAS MANEIRAS

A Indonésia teve uma etapa fixa em G-Land, no século passado. Alucinante, mas não se manteve no calendário. Em 2008 rolou o evento móvel da Rip Curl, em Uluwato. Na verdade fiquei bem chateado. Os caras fecharam, só para os Tops treinarem e competir, todas as ondas, desde Temples até Padang-Padang. O mais louco é que esse evento era para ter rolado no Oeste Australiano, em Gnarloo, mas os locais fizeram uma baita pressão contra, pois achavam que degradaria o meio-ambiente.

Na Indonésia já aconteceram vários campeonatos do WCT, desde 1976. Bruce Irons venceu o último, em 2008, no The Search disputado em Padang Padang e Uluwatu. Mas a estreia do arquipélago indonésio no Tour foi em 1981, com o OM Bali Pro, em
Uluwatu, vencido por Jim Banks. A edição seguinte foi conquistada por Terry Richardson.

De 1995 a 1997, o leste de Java recebeu etapas do Quiksilver Pro, no pico de Grajagan. Kelly Slater, Shane Beschen e Luke Egan foram os campeões.

Claro, não falei dos eventos em Keramas, CT’s, QS’s e Pro Junio’s. O importante é que a direita performática e tubular já é conhecida do calendário da elite mundial e, ao que tudo indica, Bali pode ter mais uma etapa fixa. Sim, muita gente reclama de haver três etapas na Austrália. O governo da Indonésia parece ter sido o que deu mais viabilidade para o investimento que a WSL terá que fazer para terminar a terceira etapa que ficou pela metade, como confirmou Kieren Perrow, comissário da WSL. "É um investimento significativo para a WSL, mas é a coisa certa a fazer. Uluwatu é uma onda de classe mundial e estamos empolgados em completar o evento lá."

Creio que isso seja um passo na direção de fixarem essa etapa em Bali. Parece uma boa opção para sequência de Keramas.

TOMA LÁ DA CÁ

Engraçado que todas as esquerdas de mão única do Tour tendem sempre a ser tubos. Tipo Fiji ou Mundaka. Pense, não há uma direita como Teahupo’o. Pipe, já foi assim, mas a performance hoje (bom, faz tempo) também se ocupa do Backdoor. O legal é que teremos mais uma esquerda, ao menos para finalizar a etapa que era basicamente
de direitas.

No evento masculino, 24 competidores estão classificados para a competição que será retomada com a 3ª rodada. No evento feminino, oito competidoras ainda estão no jogo e a competição será retomada nas quartas-de- final. Os atletas envolvidos parecem ter gostado. Quem não gostaria?