Série ao Fundo

Do outside para o inside da sua casa

APENAS DOIS MOTIVOS DE ORGULHO

Depois de ler tanta notícia ruim, daquele tipo que nos faz sentir vergonha diante de um esquema de corrupção de quem jurou fazer bem pro Brasil, vamos focar em apenas duas pessoas pra mostrar o quanto o surfe (e o esporte) é incrível.

SILVANA LIMA

 Vai Sil! A brasileira comemora o primeiro título brasileiro em Trestles...até então.

Vai Sil! A brasileira comemora o primeiro título brasileiro em Trestles...até então.

Nem precisava falar que ela é nordestina. Afinal, para cai na vala sem wetsuit em uma água com 18˚C, só quem nunca se acostumou a surfar no frio. 

Silvana Lima teve que se acostumar com coisas bem piores, como a falta de patrocínio e estrutura de competição para o surfe feminino no Brasil. Foi aí que ela partiu para outros lugares, desapegou da família e com o tempo aprendeu que desapego é uma palavra que a faria viver. 

Afinal, pra quem não sabe, a Sil, como é conhecida, teve que vender os filhos do Aloha (seu cachorro de estimaçãos) para continuar competindo. E foi essa mistura de costume e desapego que a levou a Trestles. 

Stephanie Gilmore é tricampeã mundial e primeira campeã de Trestles. Qualquer um que entrasse na água com ela estaria em desvantagem. Imagina entrar no round 1, round 3 e round 4? Derrotar (três vezes) a lenda e chegar a semifinal já parecia uma história boa. Mas se você chegou até aqui percebeu que a história da nossa brasileira já é incrível demais pra parar em uma semifinal.

Lakey Peterson não deixou que ela comemorasse a final antes da sirene. O destino fez com que a final fosse mais tranquila contra uma novata. Talveza adversária já estava assustada com o feito da brasileira nos três primeiros rounds. Mas não é que Kelly Andrew não tenha surfado bem. Fato é que a Silvana foi melhor em todas as ondas. E quando ela está conectada com o mar...dá nisso:

 

FILIPE TOLEDO

Se você segue @filipetoledo nas redes sociais deve ver tanto o surfista no papel de pai quanto acompanhar Mahina, a primogênita.

Se o ano fosse 1995, seria o avô quem estaria gravando stories do Filipinho. Este foi o ano que o campeão de Trestles nasceu, e que Ricardo Toledo conquistou o tricampeonato brasileiro de surfe. Melhor presságio impossível. 

 Filipe Toledo comemora seu segundo título do ano. E esta, ainda, não é a melhor temporada dele.

Filipe Toledo comemora seu segundo título do ano. E esta, ainda, não é a melhor temporada dele.

Aliás, foi realizando o que seria impossível que Toledo venceu todas as baterias naquele lugar que chamaria de casa a partir de 2015. O surfista mudou-se para San Clemente a fim de desenvolver seu surfe. O resultado? A cada bateria que passava ele melhorava, seja contra o atual campeão ou o virtual campeão de 2017. 

Com seu surfe variando entre bordas e aéreos, deixou claro que nada está resolvido na luta pela lycra amarela. Entendeu o recado, Jordy?

É melhor se preocupar mesmo. No melhor ano carreira (2015) Filipe venceu três etapas, sendo a última em Portugal. A perna europeia nem começou, mas já promete ser a mais alucinante dos últimos tempos.