Série ao Fundo

Do outside para o inside da sua casa

DROP CERTO!

A cada etapa que chega, os fãs de surfe entram na mesma discussão: Quem vai se dar bem nesse evento? Quem eu coloco no meu fantasy?

O Série ao Fundo apresenta agora uma lista com os surfistas que têm tudo para quebrar em Trestles e fazer você quebrar no seu fantasy. Este é o Drop Certo!

:: TRESTLES ::

O palco da oitava etapa do Mundial é um point break localizado no sul da Califórnia que oferece uma grande variação de manobras. Para a esquerda, a onda quebra mais rápida e cavada. Para a direita, a sessão é mais longa. Tubos não são comuns em Trestles, mas a pista para decolagens está sempre aberta.

Nessas condições, o estilo progressivo é muito válido, mas as belas linhas também não podem ser esquecidas. Então começamos de cara destacando Filipe Toledo, que além de dominar os aéreos e o surfe de base, estará no quintal de casa e tem tudo para ir longe nesta etapa. Entre os atletas que irão participar do evento, Filipinho tem a maior média de pontos por bateria (16,4).

Dono da camisa amarela, Jordy Smith é o atual campeão em Trestles e fez duas finais nos últimos três anos. Sua combinação de força com modernidade encaixa muito bem nas ondas californianas, onde sempre treina, e é uma boa aposta para os fantasys alheios. Sem Kelly Slater, Jordy divide com Mick Fanning o melhor percentual de baterias vencidas por lá, com 68% de sucesso. Mick, aliás, não pode ser descartado. O australiano já venceu duas vezes por lá e suas belas linhas aliadas e jogadas de rabeta são sempre muito bem avaliadas.

Brasileiros melhores colocados no ranking, Adriano de Souza e Gabriel Medina nunca venceram em Trestles, mas também já mostraram que podem ir longe. No ano de seu título mundial, Mineiro foi vice-campeão no pico e pelo que estamos vendo em seus treinamentos, está quebrando em suas linhas. Hora e pico perfeitos para a reação no Mundial. Já Medina vêm em uma crescente no ano. Terceiro em J-Bay e 2° no Taiti, o brasileiro já venceu brilhantemente um QS em Trestles em 2012. E não é novidade para ninguém que Medina motivado e focado é quase imbatível.

Após duas etapas caindo no Round 3, Joel Parkinson também tem tudo para ir longe em Trestles. O australiano venceu por lá em 2004, mas tem três finais no currículo, inclusive no último ano. Suas conhecidas e extensas linhas podem funcionar, principalmente se estiver quebrando para a esquerda. Em grande fase, Julian Wilson já fez final no pico em 2013, assim como os candidatos ao título Owen Wright, em 2011, e John John Florence em 2014. Apesar do vice-campeonato há três anos, o atual campeão mundial venceu apenas 48% das baterias que fez em Trestles e, com 14,19 pontos de média por bateria, não está nem entre os dez melhores na etapa.

 Foi em Trestles que Joel Parkinson fez seu único pódio em 2016

Foi em Trestles que Joel Parkinson fez seu único pódio em 2016

Quem pega onda sabe que surfar em casa pode ser uma grande vantagem. Kolohe Andino e Nat Young são locais e conhecem cada vala de Lower Trestles. Apesar do ano irregular, os dois podem tirar resultado por lá. A temporada também não é boa para Bede Durbidge e Miguel Pupo, mas o australiano já venceu o evento há 11 anos e Miguelito triunfou em um QS por lá em 2011.

KANOA_KAMPEAO.jpg

De quem é a zebra?

Dessa vez as apostas ficarão em Kanoa Igarashi, que faz temporada muito fraca no CT, mas vêm quebrando nos últimos QS. O americano tem tudo para encaixar seu surfe progressivo e colocar toda sua estratégia nas ondas de Trestles.

 

Guilherme Daolio é um jornalista que gosta daquele estilo clássico e tradicional, com as linhas extensas e bem desenhadas. Mas também está sempre de olho nas inovações e tenta sempre colocar o estilo progressivo para falar com todos os públicos. Guilherme é editor de texto e cuida dos esportes radicais na ESPN Brasil.