Série ao Fundo

Do outside para o inside da sua casa

Clássico, marola e flat: o Tour tá quebrando pra quem?

O Série ao Fundo inicia hoje o termômetro da Tempestade Brasileira que vai analisar o momento dos nossos surfistas após cada etapa do Mundial de Surfe. Se o atleta foi bem no último evento, ele estará CLÁSSICO. Se ficou naquele meio termo, nem brilhou e nem decepcionou, estará na MAROLA. E se a última etapa não saiu como esperado, ele ficará FLAT.

Em Teahupoo, tivemos de tudo entre os brasileiros: Grandes resultados, baterias disputadas até o fim, interferências, brigas de remada, de prioridade e também eliminações surpreendentes e precoces. Então vamos ver como ficou o nosso termômetro da Tempestade Brasileira.

CLÁSSICO

1 - Gabriel Medina

• 2° no Taiti (perdeu para Julian Wilson na final)

• 7° no ranking (subiu duas colocações)

• O que busca: Título mundial

Após um começo de ano irregular, parece que o surfista de Maresias reencontrou o caminho dos grandes resultados. Embalado pela semifinal em Jeffreys Bay, Medina mostrou que sabe tudo de Teahupoo, entrou focado, fez a única nota 10 do evento e só perdeu a decisão porque Julian Wilson achou duas bombas no final da bateria.

Vai com força total para Trestles, onde tentará reduzir a diferença para os líderes do ranking. Seu melhor resultado por lá foi um 3° lugar em 2015.

 Clique na imagem e siga @gabrielmedina nas redes sociais

Clique na imagem e siga @gabrielmedina nas redes sociais

2 - Wiggolly Dantas

• 5° no Taiti (perdeu para Kolohe Andino nas Quartas de Final)

• 19° no ranking (subiu seis colocações) 

• O que busca: Permanência na elite

Que GuiGui adora um tubo não é novidade para ninguém. Com sangue frio, o ubatubense tirou a camisa amarela de Matt Wilkinson, eliminou Adriano de Souza e por pouco não alcançou sua primeira semifinal no tour. Na bateria contra Kolohe Andino, uma escolha de onda errada no fim tirou a chance de ir mais longe em uma onda que tanto gosta e que tanto encaixa com seu estilo.

Wiggolly saiu da zona de rebaixamento e precisa de mais um grande resultado para se garantir mais um ano na elite do surfe. Em Trestles, tenta repetir o 5° lugar de 2015.

 Clique na imagem e siga @wiggoly nas redes sociais

Clique na imagem e siga @wiggoly nas redes sociais

3 - Ian Gouveia

13° no Taiti (perdeu para Owen Wright no Round 3)

25° no ranking (subiu uma colocação) 

• O que busca: Permanência na elite

O pernambucano ainda está em uma posição bem incômoda no ranking, mas se mostrar o surfe que mostrou em Teahupoo com certeza irá sair dessa situação. Ian atropelou Michel Bourez e Frederico Morais no Round 1 com escolhas perfeitas e deixou claro que suas viagens para o Taiti desde pequeno fizeram a diferença. No Round 3, surfou bem contra Owen Wright, mas faltou mais uma onda para ir mais longe.

Novato, o filho de Fabio Gouveia faz agora sua estreia em Trestles. Com o surfe progressivo nos pés, ele tem tudo para fazer um bom resultado na Califórnia e subir no ranking.

 Clique na imagem e siga @iangouveia nas redes sociais

Clique na imagem e siga @iangouveia nas redes sociais

 

MAROLA

4 - Italo Ferreira

13° no Taiti (perdeu para Julian Wilson no Round 3)

23° no ranking (caiu uma colocação) 

• O que busca: Permanência na elite

O campeonato no Taiti começou muito bem para o potiguar. Em um mar muito difícil, ele achou seus tubos, rasgou com força e mandou Owen Wright e Josh Kerr pra repescagem. E se alguém falar que ele surfou mal no Round 3 estará mentindo. Italo fez 16.54, mas um inspirado Julian Wilson tirou um 9.13 da cartola e somou 17.46. Depois da lesão que o tirou de três etapas, Italo tem tudo para embalar no final da temporada.

O pupilo de Pinga é um surfista perigoso em todas as ondas do Circuito Mundial e pode se dar muito bem em Trestles com seu backside poderoso e seus aéreos que sempre estão no pé. Ele foi 9° lá em 2015.

 Clique na imagem e siga @italoferreira nas redes sociais

Clique na imagem e siga @italoferreira nas redes sociais

 

5 - Jadson André

25° no Taiti (perdeu para Michel Bourez no Round 2)

32° no ranking (manteve a mesma colocação) 

• O que busca: Permanência na elite

Jadson é um guerreiro. O potiguar ainda não conseguiu passar do Round 3 em 2017, mas mais uma vez mostrou do que é capaz. A primeira bateria nem conta, porque as condições de Cho-Po mais pareciam algumas praias daqui. Na repescagem, Jadson fez tudo que podia e surfou muito contra Michel Bourez, inclusive com a melhor nota da bateria (8.77). Mas Michel arrancou um polêmico 7.90 dos juízes, virou e avançou no evento.

Jadson precisa urgente de resultados para não depender mais uma vez da reclassificação pelo QS. Em Trestles, tem como melhor resultado um 9° lugar.

 Clique na imagem e siga @jadsonandreoficial nas redes sociais

Clique na imagem e siga @jadsonandreoficial nas redes sociais

FLAT

6 - Adriano de Souza

13° no Taiti (perdeu para Wiggolly Dantas no Round 3)

no ranking (caiu uma colocação) 

• O que busca: Título mundial

Momento ruim para o Capitão Nascimento. Mineiro ainda é o melhor brasileiro no ranking, mas as três eliminações seguidas no Round 3 acenderam o sinal de alerta. Depois de um bom início nas ondas fracas do primeiro dia, Adriano não encontrou uma segunda onda contra Wiggolly Dantas e foi eliminado pelo compatriota mesmo tendo a melhor onda da bateria.

Para sorte do guarujaense, tudo segue muito embolado na frente e um bom resultado em Trestles, onde tem ótimo retrospecto, é fundamental para continuar na briga pelo bicampeonato mundial. Seu melhor resultado na Califórnia foi o vice em 2015.

 Clique na imagem e siga @adrianodesouza nas redes sociais

Clique na imagem e siga @adrianodesouza nas redes sociais

7 - Filipe Toledo

25° no Taiti (perdeu para Ethan Ewing no Round 2)

no ranking (caiu duas colocações) 

• O que busca: Top 5

O título em Jeffreys Bay e a grande atuação em Huntington Beach deixaram todos com a melhor expectativa possível para o desempenho de Filipinho em Teahupoo. Mas o mar deixou o ubatubense na mão. No difícil Round 1, Filipe viu Adrian Buchan achar a única boa onda da bateria. E na repescagem as coisas ficaram ainda piores, quando o novato Ethan Ewing conseguiu achar duas ondas em um mar complicado e venceu sua primeira bateria no CT. Filipinho somou apenas 6.56 e se despediu com um péssimo 25° lugar.

Filipe está agora 13.400 pontos atrás do líder Jordy Smith e o inédito título mundial ficou muito difícil. Ele precisaria de um desempenho muito forte nas últimas quatro etapas além de torcer contra suas principais adversários para se manter na briga pelo caneco. Em Trestles, ‘Holy Toledo’ se sente em casa e já fez duas semifinais.

 Clique na imagem e siga @filipetoledo nas redes sociais

Clique na imagem e siga @filipetoledo nas redes sociais

8 - Caio Ibelli

25° no Taiti (perdeu para Kanoa Igarashi no Round 2)

20° no ranking (caiu quatro colocações) 

• O que busca: Permanência na elite

A lesão no tornozelo que tirou Caio de Fiji parece que ainda incomoda o atual Rookie of the Year. Ele voltou com um 13° em J-Bay e não passou do Round 2 no Taiti. Caio não se encontrou nas pequenas ondulações de Teahupoo e não conseguiu fazer mais de 4.17 em nenhuma onda e foi facilmente superado por Gabriel Medina, Stuart Kennedy e Kanoa Igarashi.

Vice-campeão em Bells, Caio precisa estar bem para conseguir mais resultados fortes e ficar entre os 22 que se garantem na elite do ano que vem. Em sua estreia em Trestles, no ano passado, ele ficou em 13°. Com o campeonato apertado, é pouco.

 Clique na imagem e siga @caioibelli nas redes sociais

Clique na imagem e siga @caioibelli nas redes sociais

9 - Miguel Pupo

25° no Taiti (perdeu para Sebastian Zietz no Round 2)

32° no ranking (manteve a mesma colocação) 

• O que busca: Permanência na elite

Outro que não se encontrou em Teahupoo foi Miguel Pupo. Sua maior nota durante todo o evento foi um 3.17. Na repescagem somou apenas 2.67 e foi presa fácil para Sebastian Zietz. Um mar melhor poderia ter ajudado o desempenho do surfista de Maresias.

O surfe progressivo de Miguelito pode encaixar bem em Trestles e um grande resultado é necessário para se manter na briga por uma vaga na elite no ano que vem. Na Califórnia, ele tem dois nonos lugares como melhor resultado.