Série ao Fundo

Do outside para o inside da sua casa

JULIAN WILSON X GABRIEL MEDINA - Ato I

Sabe aquele dia que a saudade bate? Muita gente chama de Throwback Thrusday ou #TBT . No surfe é quase isso: apresentamos o nosso #TBT - Throw Back on TOUR

Como todos já sabem, a última vitória de Medina foi especial. E o SAF escreveu um texto (aqui) falando sobre essa rivalidade entre Julian Wilson e Gabriel Medina. Faltava explicar como nasceu essa disputa pessoal. E lá se vão 5 anos...

Era o começo da carreira de Medina. A promessa do surfe ganhou duas etapas no segundo semestre de 2011, mas parecia não se firmar em 2012. E parece que a cobrança surtiu efeito no surfista de Maresias. No Rip Curl Pro Portugal, ele fez as maiores médias de bateria, incluindo esse show (vídeo abaixo) contra Brett Simpson no round 3. Entubou, deu aéreo, extrapolou e abriu o livro de manobras e saiu da bateria deixando o americano precisando de mais uma onda. Que escovada!

Tubo + Aerial reverse = Gabriel Medina em 2012

A história se repetiu no round 4 e nas quartas. Mas nas semis apareceu Julian Wilson, que garantiu 19,27 (de 20 pontos possíveis) contra Adriano de Souza. Enquanto, na outra semifinal, Joel Parkinson não encontrou Medina no mar: 13,80 x 5,27

É aí que a nossa história (ou melhor, a deles) começa. De um lado, o eleito "Rookie do ano de 2011"; do outro, o campeão de duas etapas em 2011. Em ambos, o desejo de vencer pela primeira vez em 2012. 

Veja o vídeo e dê as notas. Acredito que todos discordaríamos do resultado...

O próximo ato seguiria a lógica desse campeonato: show de surfe com ondas muito boas e notas alcançando a casa dos 7,90 pontos. Até o último minuto, essa foi a maior nota e o dono dela era o brasileiro. Mas a sirene ainda não tinha tocado, a prioridade era do australiano e, enquanto Medina furava a onda, Julian Wilson encontrou um 'tubinho', saiu dando o 'claim', antes mesmo de uma rasgada e batida na junção, que garantiu a virada. 

Já na areia, o brasileiro esperou a contagem das notas e caiu no choro com o resultado. Aquelas lágrimas nada tinham a ver com a emoção e sim com a revolta de quem quase não subiu ao pódio para levantar o troféu de segundo colocado e saiu antes mesmo de estourarem o champanhe. A revolta da imprensa brasileira foi enorme, a de Medina está esboçada neste vídeo. 

Medina fala que está feliz, mas o rosto seu rosto só expressa tristeza

O que ninguém sabia é que o mundo daria tantas voltas que nos traria de volta a Peniche e, novamente, com os mesmos personagens na final. Em um esporte tão imprevisível, só mesmo Wilson sorriria ao encarar novamente Medina. Quem ri por último...