Série ao Fundo

Do outside para o inside da sua casa

2014 -O ANO QUE INVADIMOS SUA PRAIA

 

Sabe aquele dia que a saudade bate? Muita gente chama de Throwback Thrusday ou #TBT . No surfe é quase isso: apresentamos o nosso #TBT - Throw Back on TOUR

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#VaiMedina era o que mais se ouvia no mundo do surfe aqui no Brasil. A possibilidade de um surfista brasileiro ganhar, pela primeira vez, o mundial de surfe, em um cenário dominado pelos australianos, havaianos e americanos era um feito muito ousado. Vindo de um país conhecido pelo futebol, Medina mostrou que a camisa 10 tinha mais a ver com o nota no mar do a mística que a camisa carrega em campo.

Mesmo com a lycra amarela, Medina não era visto pela imprensa internacional como o melhor surfista. Antes de 2014, essa comparação teria sentido se alguém lhe dissesse que o prodígio ousava disputar o título com a lenda do surfe e 11x campeão e um tricampeão em plena ascensão. 

Achou as condições adversas para Medina? Coloque nesse tempero o tempo de espera. A previsão foi cruel com a ansiedade dos concorrentes e o último dia de competição só aconteceu no penúltimo dia da janela de espera. E mais: competir com Mick Fanning era disputar com um amigo e ídolo de infância, dividindo a mesma casa da Rip Curl, de frente pra Pipeline. 

Foi nesse cenário que Gabriel Medina partiu pro round 3 e bateu Dusty Payne com duas notas 8,83. Se você acredita que Medina estava feliz com o resultado dele, imagina quando soube que Alejo Muniz eliminou Kelly Slater?

O surfe pode ser um esporte individual, mas, no dia 19 de dezembro, Pipeline pôde ver a força que uma nação tem. Seja na areia ou dentro da água, o Brasil se ajudava sem querer. Alejo Muniz não foi o único no caminho do título. Filipe Toledo apareceu no round 4 e nas quartas em duelos parelhos e foi o responsável por avisar que o camisa 10 era o mais novo campeão mundial. Adivinha quem tirou Mick Fanning da disputa? Alejo Muniz, o terceiro e último brasileiro nas quartas de final, a quem Medina chamou de ‘anjo’. Justo, não? 

Antes de voltar à areia, Medina tinha outra obrigação: chegar ao pódio. Afinal, o agora campeão mundial queria fazer jus ao título. E aí sobrou pra Josh Kerr, que não conseguiu trocar seu 1.10 graças a ‘marcação’ de Gabriel. 

Na outra semifinal, Julian Wilson já entrou  sabendo que a Tríplice Coroa era sua. Mas, àquela altura, tudo o que ele queria era a primeira final do ano. Ele chegou ao duelo com o campeão mundial deixando Adrian Buchan em combinação.

Campeão do mundo vs Campeão do Hawaii.

Medina levou a maior nota da bateria (pra combinar com o número da camisa), mas não levou Pipeline. Esse é um sonho que segue vivo  e chega em 2017 com uma feliz coincidência: Medina PRECISA ganhar Pipeline. Será que o futuro vai repetir o passado?