Série ao Fundo

Do outside para o inside da sua casa

DROP CERTO!

A cada etapa que chega, os fãs de surfe entram na mesma discussão: Quem vai se dar bem nesse evento? Quem eu escolho pros meus palpites?
O Série ao Fundo apresenta uma lista com os surfistas que têm tudo para quebrar na França e fazer você quebrar! 

Este é o Drop Certo!


:: HOSSEGOR ::

O palco da nona e antepenúltima etapa do Mundial pode ser chamado de segunda casa dos brasileiros no Circuito. O evento francês já proporcionou sete títulos e cinco vice-campeonatos pro Brasil. As fortes ondas com paredes manobráveis, tubos largos e 'rampas' de decolagem para aéreos são muito comuns no beach break da charmosa Hossegor. Além disso, a semelhança
é inegável com as ondas do nosso litoral.

 O australiano foi 4x campeão, mas não marcou presença no ano passado

O australiano foi 4x campeão, mas não marcou presença no ano passado

O maior campeão na França é Mick Fanning. O australiano tem quatro títulos e um vice-campeonato por lá, vencendo em 2007, 2009, 2010 e 2013. No ano passado, Mick estava em seu ano sabático e não competiu em Landes, mas nunca podemos descartar sua força e velocidade nestas condições.

 'Rei da França': o brasileiro acumula bons resultados desde a época de  grommet  

'Rei da França': o brasileiro acumula bons resultados desde a época de grommet 

Se falarmos do retrospecto nos últimos anos, ninguém entra com mais favoritismo do que Gabriel Medina. O surfista de Maresias venceu na França em seu ano de estreia (2011) e quatro anos depois. Em 2016 e 2013 ficou em segundo e ainda foi 5° em 2012 e 2014. Ou seja, Medina nunca perdeu antes da quartas de final na França.

Aqui, vale lembrar a incrível vitória dele no King of Groms de 2009 com duas notas 10 na final contra Caio Ibelli quando tinha apenas 15 anos.

 Em 2016, a etapa foi decisiva para John John conquistar o título

Em 2016, a etapa foi decisiva para John John conquistar o título

Outra boa aposta é John John Florence. O atual campeão mundial venceu o evento em 2014 e foi 3° em 2012 e no ano passado. O havaiano ainda acumula mais dois 5° lugares e só perdeu cedo em sua estreia no tour em 2011.

 Foco na missão: Jadson precisa repetir melhor resultado pra chegar tranquilo no Havaí

Foco na missão: Jadson precisa repetir melhor resultado pra chegar tranquilo no Havaí

No único título de John John no pico, o vice ficou com Jadson André. Foi a segunda e última final do potiguar na elite. Precisando de resultados para se manter no CT, ele pode tirar um
bom resultado por lá.

 Olho nele! Julian vive boa fase e está em 3˚ lugar no ranking

Olho nele! Julian vive boa fase e está em 3˚ lugar no ranking

Com grande desempenho nos últimos eventos, Julian Wilson é mais um nome para se ficar de olho. O australiano perdeu para Medina na final de 2011, conseguiu um 3° lugar em 2015 e mais dois 5° em
2013 e no ano passado.

NOTAS:

  • 🏆Líder do ranking mundial, Jordy Smith chegou duas vezes até as semifinais, em 2011 e 2014.

  • 🌊 Joel Parkinson não está em sua melhor fase, mas já venceu o campeonato em 2006 e fez semifinais em 2012 e 2013.

  • 🥇 Campeão em Trestles, Filipe Toledo vai com força total para a França, onde foi 5° no ano passado e também 3° em 2013.

  • 🥉 Melhor brasileiro no ranking, Adriano de Souza tem como melhor resultado um 3° lugar em 2015.

  • 🏄 Italo Ferreira já tirou um 5° por lá em sua estreia no Circuito em 2015.

  • ⬇ Desesperado por bons resultados, Miguel Pupo tem bom histórico em Landes, com duas quartas de final, em 2012 e 2014.

  • 🇫🇷 Mesmo sem grandes resultados em Hossegor, Jeremy Flores corre em casa e pode se dar bem, assim como Joan Duru.

  • 🇵🇹 Quem também conhece bem o pico e já mostrou seu valor no tour é Frederico Morais. Caso tenhamos mar grande, o português pode aprontar, como fez em J-Bay. 

6.BEDE.jpg

          DE QUEM É A ZEBRA ?

Dessa vez as apostas ficarão em Bede Durbridge. O australiano, que já anunciou a aposentadoria, tem dois vice-campeonatos em Hossegor: perdeu em 2009 para Fanning e em 2015 para Medina.

 

Guilherme Daolio é um jornalista que gosta daquele estilo clássico e tradicional, com as linhas extensas e bem desenhadas. Mas também está sempre de olho nas inovações e tenta sempre colocar o estilo progressivo para falar com todos os públicos. Guilherme é editor de texto e cuida dos esportes radicais na ESPN Brasil.