Série ao Fundo

Do outside para o inside da sua casa

DROP CERTO!

A cada etapa que chega, os fãs de surfe entram na mesma discussão: Quem vai se dar bem nesse evento? Quem eu coloco nos meus palpites? O Série ao Fundo apresenta uma lista com os surfistas que têm tudo para quebrar em Portugal e fazer você quebrar nas apostas. Este é o Drop Certo!

:: PENICHE ::

O palco da décima e penúltima etapa do Mundial é conhecida pelas ondas pesadas e tubulares. O palanque principal fica no beach break de Supertubos. Apelidado de ‘Pipeline europeia’, o pico tem uma formação perfeita dos tubos por conta da muralha do porto, que bloqueia o vento norte na região. Mas também pode proporcionar rasgadas fortes e aéreos para os dois lados. Ou seja, precisa ser completo para tirar resultado.

TUDO OU TUDO: a etapa pode definir o campeão

Portugal já teve outras etapas do CT em um passado distante, mas Peniche entrou para o Circuito dos Sonhos em 2009. O único a vencer mais de uma vez por lá foi Mick Fanning, no ano de estreia do pico e em 2014. Se estiver quebrando para a direita e com formação tubular, o australiano pode ser mais uma vez uma grande aposta.

Rip Curl mostra como Mick entende de Peniche e outros beach breaks de Portugal

Novamente líder do ranking mundial, John John Florence nunca deve ser descartado. Atual campeão em Portugal, o havaiano também foi até as semifinais em 2014. Principal adversário de John John na luta pelo título mundial, Jordy Smith também tem bom retrospecto em Supertubos, com os vices em 2010 e 2014. No ano passado, o sul-africano foi 3º, mas o que realmente marcou foi o seu 10 perfeito em um tubo gigante nas quartas de final.

Surfe de campeão? Jordy tem e sabe botar pra dentro em Peniche

Embalado pelo título na França, Gabriel Medina quer reduzir ainda mais a diferença para os líderes e chegar em Pipeline brigando pelo bicampeonato mundial. Em 2012, perdeu uma final polêmica para Julian Wilson e também foi 5º em 2015. 

5.50 x 5.54 : reveja a final de 2012 decidida na última onda de Julian Wilson 

Falar português pode mesmo ser uma boa em Peniche. Adriano de Souza foi o primeiro brasileiro a vencer no pico em 2011. No ano seguinte fez semifinal e também chegou duas vezes até as quartas. Em 2015 tivemos uma final nacional entre Filipe Toledo e o então estreante Italo Ferreira. Filipinho levou a melhor e pode novamente brilhar caso a lesão nas costas não incomode. Se as rampas para aéreos estiverem abertas, Italo também pode voltar a ter um grande resultado no tour.

Voando por Peniche. Assim foi a final entre Italo e Filipinho, em 2015

Bede Durbidge é um bom nome entre os menos cotados. O australiano foi vice em 2009 e 3º em 2011. Já Joel Parkinson também pode ir bem dependendo das condições. Parko chegou duas vezes às semifinais, em 2012 e 2013. Mesmo sem estar na elite, o local Frederico Morais foi 5º em 2015 e vai dar trabalho correndo em casa.

yangao.jpg

DEU ZEBRA!

O americano, que enfim conseguiu passar do Round 3 em Hossegor, foi vice em 2013 em uma final inesperada contra Kai Otton. A fase não é boa, mas ninguém deve duvidar do surfe progressivo e das rasgadas expressivas de Nat.

 

Guilherme Daolio é um jornalista que gosta daquele estilo clássico e tradicional, com as linhas extensas e bem desenhadas. Mas também está sempre de olho nas inovações e tenta sempre colocar o estilo progressivo para falar com todos os públicos. Guilherme é editor de texto e cuida dos esportes radicais na ESPN Brasil.