Série ao Fundo

Do outside para o inside da sua casa

TÁ QUEBRANDO PRA QUEM?

O Série ao Fundo apresenta o terceiro termômetro da Tempestade Brasileira, que sempre analisa o momento dos nossos surfistas após cada etapa do Mundial de Surfe. Se o atleta foi bem no último evento, ele estará CLÁSSICO. Se ficou naquele meio termo, nem brilhou e nem decepcionou, estará na MAROLA. E se a última etapa não saiu como esperado, ele ficará FLAT.
Em Hossegor tivemos de tudo entres os brasileiros: Título, bons resultados, eliminações precoces e definições para a próxima temporada. Então vamos ver como ficou o nosso termômetro da Tempestade Brasileira.

Em Hossegor tivemos de tudo entres os brasileiros: título, bons resultados, eliminações precoces e definições para a próxima temporada. Então vamos ver como ficou o nosso termômetro da Tempestade Brasileira

CLÁSSICO

1 – Gabriel Medina

 Clique na imagem e veja o que Gabriel Medina tem a dizer do #QuikPro

Clique na imagem e veja o que Gabriel Medina tem a dizer do #QuikPro

  • Campeão em Hossegor (ganhou de Sebastian Zietz na final)
  • 3° no ranking (subiu cinco colocações)
  • O que busca: Título Mundial

Gabriel Medina realmente tem uma ligação mágica com a França. Ele apareceu para o mundo ao vencer o King of Groms por lá em 2009 de forma espetacular. Em seu primeiro ano na elite (2011) se tornou o mais jovem a levantar o troféu no evento principal. Repetiu a dose em 2015 e neste agora fez uma campanha perfeita: não perdeu nenhuma bateria, "escovou" Joel Parkinson nas quartas e eliminou o até então imbatível John John Florence em duelo de gente grande nas semis. Na decisão, demorou poucos minutos para colocar Sebastian Zietz em combinação.

Continua muito difícil, mas é bom ninguém vacilar, porque Medina vai em busca do bi-mundial. Sabemos que quando está concentrado e focado é muito complicado vencê-lo. Em Portugal, tem como melhor resultado o vice-campeonato em 2012. Em 2015 foi 5º.

2 – Miguel Pupo

 Clique na imagem e veja o que Miguel Pupo tem a dizer do #QuikPro

Clique na imagem e veja o que Miguel Pupo tem a dizer do #QuikPro

  • 5° em Hossegor (perdeu para Sebastian Zietz nas Quartas de Final)
  • 27° no ranking (subiu quatro colocações) 
  • O que busca: Permanência na elite

Falamos aqui na etapa passada que Hossegor era tudo ou nada para Miguel. E ele respondeu com seu melhor resultado no ano. Tirou um lesionado Filipinho e passou o trator em Mineirinho. Foi direto às quartas, mandando Owen Wright e Kolohe Andino pra repescagem. Se não fosse o tubo espetacular de Sebastian Zietz, Miguelito teria chegado entre os quatro melhores com chances reais de ir à decisão.

Ele continua na zona do QS, mas diminuiu muito a distância para o Top 22. Mais um grande resultado em Portugal é fundamental para não depender da sempre imprevisível Pipeline. Em Peniche, Miguel tem um 5º lugar no ano passado como melhor resultado. A meta tem que ser, ao menos, as Quartas de Final.

3 – Caio Ibelli

 Clique na imagem e veja o que Caio Ibelli tem a dizer do #QuikPro

Clique na imagem e veja o que Caio Ibelli tem a dizer do #QuikPro

  • 9° em Hossegor (perdeu para Kolohe Andino no Round 5)
  • 19° no ranking (subiu três colocações) 
  • O que busca: Permanência na elite

Finalmente Caio Ibelli voltou a mostrar seu surfe. Aparentemente recuperado da lesão que o tirou de Fiji, Caio passou raspando por Conner Coffin e amassou Frederico Morais. No round 4 não se encontrou e na repescagem demonstrou um pouco de ansiedade após a primeira boa nota de Kolohe Andino. O 9º ficou de bom tamanho em um beach break em que seu surfe encaixa perfeitamente.

Com descartes baixos, Caio tem tudo para se manter na elite por mais um ano, mas seria bom chegar ao menos ao Round 4 em Peniche, onde foi 13º na temporada passada.

4 – Ian Gouveia

 Clique na imagem e veja o que Ian Gouveia tem a dizer do #QuikPro

Clique na imagem e veja o que Ian Gouveia tem a dizer do #QuikPro

  • 13° em Hossegor (perdeu para Joel Parkinson no Round 3)
  • 25° no ranking (subiu duas colocações) 
  • O que busca: Permanência na elite

Ian mostrou em Hossegor que está realmente focado em permanecer na elite do surfe. Levou o pai Fabio Gouveia para ajudá-lo e, pela primeira vez no ano, venceu o Round 1. Com muita maturidade e explosão, mandou Mick Fanning e Frederico Morais pra repescagem. No Round 3, perdeu por muito pouco para Joel Parkinson, mas não deixou de distribuir suas tradicionais bolachadas de backside e os grandes aéreos.

Ian é rookie e nunca competiu em Peniche. Mas no ano passado foi campeão em Açores e 3º em Cascais, também em Portugal. Bom sinal para quem está a pouco mais de 4 mil pontos do Top 22.

MAROLA

5 – Adriano de Souza

 Clique na imagem e veja o que Adriano de Souza tem a dizer do #QuikPro

Clique na imagem e veja o que Adriano de Souza tem a dizer do #QuikPro

  • 13° em Hossegor (perdeu para Miguel Pupo no Round 3)
  • 7° no ranking (caiu uma colocação) 
  • O que busca: Top 5

Mineiro pegou um mar difícil em sua primeira bateria e foi para a repescagem, onde atropelou Josh Kerr com o maior somatório do Round 2. Em um dia atípico e pouco inspirado, pecou muito na escolha de ondas e caiu para um inspirado Miguel Pupo na terceira fase. Após um ótimo início de temporada, Adriano caiu de rendimento e não conseguiu mais engatar dois bons resultados seguidos.

O sonho do bicampeonato mundial já ficou para trás. Resta agora buscar terminar mais um ano entre os cinco melhores. Em Portugal, venceu em 2011, fez Semifinal em 2013 e parou duas vezes na Quartas, em 2014 e no ano passado.

6 – Italo Ferreira

 Clique na imagem e veja o que Italo Ferreira tem a dizer do #QuikPro

Clique na imagem e veja o que Italo Ferreira tem a dizer do #QuikPro

  • 25° em Hossegor (perdeu para Jeremy Flores no Round 2)
  • 23° no ranking (manteve a mesma colocação) 
  • O que busca: Permanência na elite

Se fossemos apenas olhar para o resultado de Italo em Hossegor, certamente ele estaria flat. Mas sua bateria contra John John Florence e Keanu Asing no primeiro Round foi primorosa. Um full rotation completo lhe rendeu 9.50 e para muitos a virada do atual campeão mundial no finalzinho não foi justa. A história poderia ter sido diferente, mas o fato é que no round 2, Italo esteve irreconhecível e foi massacrado por Jeremy Flores.

O potiguar tem tudo para se manter na elite por três motivos. A aposentadoria de Bede Durbidge abrirá mais um lugar na elite; ele está bem no QS (após o vice em Cascais) e pode ainda pedir uma vagas de lesionados para o próximo ano, já que ficou fora de três etapas. Para finalizar o ano em grande estilo, Italo espera repetir a grande campanha que o levou a final em Peniche em sua estreia no tour em 2015.

FLAT

7 – Filipe Toledo

 Clique na imagem e veja o que Filipe Toledo tem a dizer do #QuikPro

Clique na imagem e veja o que Filipe Toledo tem a dizer do #QuikPro

  • 25° em Hossegor (perdeu para Miguel Pupo no Round 2)
  • 8° no ranking (caiu uma colocação) 
  • O que busca: Top 5

Filipinho é o único surfista que ganhou duas etapas na temporada, mas seus altos e baixos no ano foram causados por diversos faotres: Falta de sorte, mar complicado, punição por reclamação e agora uma lesão nas costas. Filipe não esteve em suas melhores condições, as câmeras mostraram as proteções nas costa e no Round 2 ele mal conseguiu rasgar na bateria contra o amigo Miguel Pupo. 

A esperança é que ele esteja bem para Peniche, onde ganhou em 2015 e foi 5º em 2014. O título mundial também já não é mais possível, então terminar entre os 5 melhores em um ano conturbado seria um grande feito.

8 – Jadson André

 Clique na imagem e veja o que Jadson André tem a dizer do #QuikPro

Clique na imagem e veja o que Jadson André tem a dizer do #QuikPro

  • 25° em Hossegor (perdeu para Kolohe Andino no Round 2)
  • 30° no ranking (caiu duas colocações) 
  • O que busca: Permanência na elite

Jadson parecia embalado pelos bons resultados em Trestles e no QS de Cascais, mas o que se viu foi uma dificuldade para se encontrar no line-up e a eliminação precoce no Round 2. Jadson, que foi vice em Hossegor em 2014, esperava passar pelo menos uma bateria para melhorar sua situação na tabela. Mas todos sabemos que o potiguar consegue tirar forças e reagir sempre que está contra a parede.

Em Portugal, nunca passou do Round 3. Se quiser se manter na elite pelo CT precisará de mais que isso.

9 – Wiggolly Dantas

 Clique na imagem e veja o que Wiggolly Dantas tem a dizer do #QuikPro

Clique na imagem e veja o que Wiggolly Dantas tem a dizer do #QuikPro

  • 25° em Hossegor (perdeu para Bede Durbidge no Round 2)
  • 22° no ranking (caiu uma colocação) 
  • O que busca: Permanência na elite

Fechando o nosso termômetro da Tempestade Brasileira está Wiggolly Dantas. GuiGui não se achou em Hossegor e foi presa fácil para Bede Durbidge no Round 2. Ele precisa voltar a martelar as ondas para não correr o risco de voltar ao QS. Se conseguir manter a regularidade, o ubatubense tem tudo para passar mais baterias do que passou até agora.

Wiggolly competiu duas vezes em Peniche. Em 2015 terminou em 25º e no ano passado foi 13º. É continuar evoluindo para não chegar no Havaí com a corda no pescoço.